O apanhador de desperdíciosUso a palavra para compor meus silêncios.Não gosto das palavrasfatigadas de informar.Dou mais respeitoàs que vivem de barriga no chãotipo água pedra sapo.Entendo bem o sotaque das águasDou respeito às coisas desimportantese aos seres desimportantes.Prezo insetos mais que aviões.Prezo a velocidadedas tartarugas mais que a dos mísseis.Tenho em mim um atraso de nascença.Eu fui aparelhadopara gostar de passarinhos.Tenho abundância de ser feliz por isso.Meu quintal é maior do que o mundo.Sou um apanhador de desperdícios:Amo os restoscomo as boas moscas.Queria que a minha voz tivesse um formatode canto.Porque eu não sou da informática:eu sou da invencionática.Só uso a palavra para compor meus silêncios.
Manoel encontra Getúlio
Uma exposição do SESC Três Rios
sexta-feira, 17 de março de 2023
Manoel encontra Getúlio
Getúlio Damado
Pacary Pataxó
Luciana Arantes
Nascida em Brodowski, cidade do grande artista Candido Portinari, Luciana Arantes gostava de transformar as coisas. Desde criança modificava suas roupas, fazia crochê, bordava, brincava com barro e ouvia passarinhos.
Com ateliê em São Paulo, desde 2000, estudou estilismo e se apaixonou pela estamparia e pela ilustração.
Seu processo criativo se baseia em dois pilares:
"Aquilo que me afeta, memórias do presente, passado e futuro;
e os meus «porquês» de existirmos.
«Caçadora de Mim» me define."
"Tento representar a natureza, o feminino, emoções, desejos e sonhos.
A colagem é a minha técnica preferida. Vou construindo numa dinamica que envolve
simultaneamente acaso e intenção. "
"Um trabalho pode demorar anos para ficar pronto. Eu chamo de Seres Circunstanciais, pois
eles nascem quando expressam alguma situação que estou vivendo naquele momento.
Eu amo papel, vou justapondo sem censura, numa espécie de rebeldia.
Para criar o imaginário, utilizo materiais recolhidos justamente do mundo real.
Assim posso ressignifica-los e despertar o olhar para a sustentabilidade.
Gosto da Fantasia, da Alegoria.
Fugir da realidade e poder criar outra, mais leve mais integrada à minha natureza.
Um universo onde eu posso vestir o que eu quiser."
Pedro Igel
Pedro Igel é um músico e compositor carioca que trabalha há muitos anos na indústria fonográfica e já participou de inúmeros projetos como produtor e tecladista em diferentes estilos de gravações. Sua experiência em gravações de estúdio, programação de audio, arranjos e orquestrações o levou até a área de cinema, onde já compôs trilhas sonoras para filmes premiados internacionalmente.
Sua música eletroacústica direciona o pensamento para imagens em movimento, caracterizada pela presença de ambientações quase hipnóticas e padrões de reconhecíveis sons ambientais. A intenção é evocar experiências pessoais do ouvinte, associações, memórias e imaginação, criando uma experiência sonora completamente pessoal para quem escuta sua música.





